segunda-feira, abril 30, 2007

VOCÊ PRECISA...


Doce revelar, pouco a pouco, a luz
de um sorriso que sai como os raios de sol
por entre as folhas das árvores.
Os olhos falam e os ouvidos ouvem
a música calma que não tocou...
Do que eu sei e o que eu não sei,
só sei que preciso e você precisa...
Existe um raio de luz no meio
dessa noite toda... A Lua!
Uma mão pra segurar e, quem sabe,
dominar o mundo em uma só noite. Feliz.

MARINA


Levanta a âncora e segue,
que o porto já nos machucou demais
e existe um mar de possibilidades
pra navegar e encontrar a calma.
Porque o mar pode ser feroz e perigoso,
mas, hoje, calmo, balança para
nos fazer ninar de novo...
no ar, havia uma velha canção dos mares
por onde eu atravessei...
Agora, mesmo sem rotas e mapas,
aponto pra uma estrela qualquer
e deixo a fé navegar e guiar por mim

domingo, abril 29, 2007

BANDEIRA BRANCA


Eu já não sei mais o que fazer. Se já não há pra onde fugir... Meu deus! É só um pouco de trégua, porque tudo que eu quero é não enlouquecer...

À CAMINHO DAS ÍNDIAS


A cada dia, entendo e concordo mais com os indianos: a vaca é sagrada e deve ser adorada. Afinal, é impossível não fazê-lo...

9 VÍRGULA 8 METROS POR SEGUNDO AO QUADRADO


Que não sopre agora a brisa,
que não venha o mais leve toque,
que não pouse em cima nem uma mosca,
que não se faça nenhuma vibração,
que não soe mais uma palavra,
que a seda não pese sobre o corpo...
Por que este prédio, senhores,
está condenado e pode desabar
a qualquer momento...
Afinal, tudo tende ao chão.

sábado, abril 21, 2007

NÚMERO 100

Pessoas, o que é isso! Cheguei à 100ª postagem! Que que isso... O número meio que me impressionou. E fiquei pensando porque...
Eu, antes de postar, fiquei pensando: "Vou fazer algo especial pra marcar a ocasião". E então, percebi que eu sou aquilo que menos gosto de pensar que seria: eu sou alguém sem vida! Destes, como quase todo mundo, que precisa comemorar datas e ocasiões, pra sentir os sangue nas veias. Desses que perseguem os números pra consolidar uma ocasião (primeira vez, milésimo gol, 10 anos de...).
Fiquei um pouco triste comigo, que sempre me achei livre dessas coisas e curtia mais uma ocasião do cotidiano que propriamente as datas e ocasiões especiais...
E descobri uma coisa: as pessoas reclamam que eu sumi e não dou atenção com razão! Porque eu não dou atenção pra elas mesmo. Por um simples fato: eu não dou atenção pra mim! Por isso, não dou atenção para o que me faz bem, o que me enche de vida, o que é motivo e razão da minha vida... Eu não tenho vivido A VIDA e sim uma vida...
Tenho me negado o direito de viver, pra investir no presente/futuro, no esquema trabalha/estuda... Fico pensando que cada vez mais faço menos coisas só porque eu quero fazê-las... Cada vez mais, tudo que faço é obrigação. E viver, quase é uma obrigação. Stou vivendo por obrigação. Stão me entendendo?
Por isso tudo stá perdendo o gosto, por isso a falta de paz, por isso as desilusões e o sentimento que, por mais que eu caminhe, sempre estarei perdido...
Chega disso. Não sou do tipo de pessoa que acredita que, a partir de agora, tudo vai ser diferente, porque tudo é um processo. E eu stou me conduzindo à melhoria contínua (rumo à perfeição...rsrsrs). Se eu parar pra me analisar daqui a outros 100 post, como agora, e ver que melhorei um pouquinho só, já fico feliz! Mas não vou marcar data ou ocasião pra isso... Simplesmente vai acontecer, como a vida deve ser...
Obrigado aos amigos que me acompanham e desejo pra todos vocês VIDA, desta ou melhor que esta que eu descobri, toda maiúscula!

domingo, abril 15, 2007

SEM CONEXÃO


Como enxergar algo além do nariz? O que se pode ver, se não se pode fazer pontes com a cegueira? Só há uma razão: sem conexões... Nada justifica o nó. Aproximar do palpável, mesmo que as réguas não entendam. Pra, quem sabe assim, se dizer liberto de mim mesmo...

MALES


De tudo o que me faz viver, eu quero pouca coisa.

Deixar morrer, enfim, o homem só de sombra.

Que a luz tem sede e pede mais e mais e mais...

Pra satisfazer os sentidos, um coração me dei.

Leve de pensar no peso que foi carregar a pluma até aqui.

Espero ficar livre da dor e peço: vem aqui, por favor!

Só quem pode me salvar, até de mim mesmo,

pode, talvez, ver em mim o que o espelho não me revela.

E assim descobrir a navalha que me corta agora...

Eu devia confiar em mim mesmo, podem dizer,

mas os males me fazem apenas querer ouvir

a doce e amiga voz de ninar outra vez...

Parar o que não me deixa dormir em paz

e me faz o mal que, creio que sim, eu mesmo escolhi.

Pelos caminhos de curvas tão certas, tento ler palavras

de força pra quem sustenta flores nas mãos...

As pedras do caminho, então cairão ante a brisa.

Sopro da doce palavra de quem cuida da alma.

E é por isso que, hoje, só preciso ouvir ou dizer:

amigos são para estas coisas...

domingo, abril 08, 2007

ASAS DE CERA


Poucos amigos, mas são os que preciso.

- Vamos jogar?

- Preciso de mim mesmo, um pouco.

-Voa, mas volta.

-Coisa de irmãos...

- Que eu adoro o snoop, sabia?

Qual seria a resposta?

Um cão andaluz...

RESTAURAR


Volta a rua a caminhar ao meu lado, enquanto ando reencontrando os passos que há tempos eu não via mais.

A busca pela ausência da ausência: a presença! Fugir, nem que seja da fuga. Fugir da ausência e reencontrar o sentido.

Sentir, enfim, nem que seja o silêncio do ar parado e calmo e tentar relembrar como era a paz que fazia morada e me fazia tão bem. Descrever o céu parcialmente cinza, parte por ser nublado, parte pela melancolia que me invade e se vai como um carrossel... E tenter redescobrir, como ser tão sereno e não tão melancólico quanto o céu de quase chuva.

Parece mais difícil agora encontrar o caminho que achei sem querer. Parece que conhecendo como foi, fico agora sem saber como voltar aos caminhos que eu trilhava de cor, sem búlsula.

Nas voltas, evito a revolta e volto a buscar o caminho de voltar...

segunda-feira, abril 02, 2007

ASSIMETRIA


Ela vem e me rasga pela diagonal, e eu choro jatos de sal pelas ruas de tijolos verdes... As antenas passam tangente ao peito em dias que os pássaros só querem migrar pra outras terras...

Eu quase pude sentir, mas preferi curtir o tempo... Eu olhei o céu, como se fosse a única fonte de cor, como se fosse a última vez que pudesse fazê-lo, quando os cacos começam a cair em mim... Dei tantas voltas em torno de mim, tentando me achar, como se corresse atrás do próprio rabo que me perdi... Não consigo mais voltar pra casa... mendigo abrigo, mas não há... Vida sem copo d'agua azul pra eu nadar...

domingo, abril 01, 2007

(RE)VELA


Dança nas paredes. A vela se revela. Tudo escuro demais. Eu já fui mais claro. O choro preso na garganta... Pra sobreviver sigo imaginando, no escuro, a luz de uma vela.

ARAPUCA


Eu voltei a ter 6 anos de idade.... Sou um mal menino, e por isso voltei a fazer arapucas. Queria pegar um pássaro. Simples: combina de se colocar a isca, deixa ela como um chamariz, fica meio que distante sem ser percebido e espera o bicho chegar e fazer a armadilha disparar. Mensagem lida e apagada.

Bingo! Teoria comprovada: Não dá pra acreditar nas pessoas. Às vezes finjo que não vejo as coisas pra não guerrear o tempo todo... Mas eu vi, pela manhã...

Agora me resta a pergunta: o que pensar e fazer? Deixa eu brincar de ser feliz...