
De tudo o que me faz viver, eu quero pouca coisa.
Deixar morrer, enfim, o homem só de sombra.
Que a luz tem sede e pede mais e mais e mais...
Pra satisfazer os sentidos, um coração me dei.
Leve de pensar no peso que foi carregar a pluma até aqui.
Espero ficar livre da dor e peço: vem aqui, por favor!
Só quem pode me salvar, até de mim mesmo,
pode, talvez, ver em mim o que o espelho não me revela.
E assim descobrir a navalha que me corta agora...
Eu devia confiar em mim mesmo, podem dizer,
mas os males me fazem apenas querer ouvir
a doce e amiga voz de ninar outra vez...
Parar o que não me deixa dormir em paz
e me faz o mal que, creio que sim, eu mesmo escolhi.
Pelos caminhos de curvas tão certas, tento ler palavras
de força pra quem sustenta flores nas mãos...
As pedras do caminho, então cairão ante a brisa.
Sopro da doce palavra de quem cuida da alma.
E é por isso que, hoje, só preciso ouvir ou dizer:
amigos são para estas coisas...