domingo, agosto 26, 2007

A VERDADE SOBRE A VERDADE (OU A FALTA DELA)

Já escrevi isto aqui, mas não custa relembrar: algumas coisas são só literatura... Nada a ver com a realidade. Verdade é verdade, blog é blog. Às vezes, as coisas se encontram, mas não necessariamente... Então, como saber?
Vem viver ao meu lado...

UMA NOITE DE LUZ

Só pra me lembrar do que há dentro de mim, eu me perco por aí dissolvido em olhar de suave bem querer que fica ao meu lado todo tempo. A canção me faz concordar: não sou muito normal, não é?
Saio então nas ruas mais uma vez e, num risco, o céu se abre em pequenas chuvas prateadas, como se a vida quisesse me engolir... Sentimentos estranhos se alternam, sem eu saber porque... E encontro na praça uma fada e um irmão.
A noite se vai devagar, me fazendo acreditar que é fácil ser feliz. E termina na confirmação de um carro, um momento de olhar com calma pra dentro, faíscas e sussuros e um encontro com aquele garotinho que eu era e pensei que havia crescido, ou que havia se perdido nos labirintos da minha alma, mas ainda está dentro de mim me fazendo feliz como só as crianças são...
Uma chave para a febre, um remédio para abrir minhas portas de luz.

sexta-feira, agosto 17, 2007

PRINCESA DOURADA

Faltou dizer sobre você, não é? É que eu não achava um texto à altura, mas hoje eu posso escrever: Ah, loura! Se eu fosse pintor, seria um belo retrato...
O quanto ilumina o caminho de quem passa... O quanto eu fico observando, ao longe, o seu sucesso... O quanto eu torço em segredo por sua felicidade e fico feliz que você parece estar bem e com o coração cheio do que há de melhor...
Você me faz pensar, algumas vezes, o quanto eu pensava como você pensa: vivia e tinha um pouco de receio de fazer algumas coisas (ou deixar de fazer) com medo da condenação... Não é por ele em si, mas pelos outros, pelas pessoas que você gosta que você se nega... Um amor aos outros, como hoje é raro se ter... Sonhos de menina, dessas que não existem mais, cheirando a uma doce ilusão de um "tem que ser assim, senão foi culpa minha...".
O quanto o seu coração puro encanta o que há ao redor: tudo tem mais vida assim... O quanto você é alegre e tras luz para os olhos de quem te acompanha em noites que terminam com uma música, um porta malas aberto e um amanhecer ainda bêbado...
Saiba que há muito habita o meu jardim interior, onde cada flor é única pelo simples cativar.

domingo, agosto 12, 2007

CINCO AMIGOS


Um dia muito longo, cheio de dúvidas, incertezas, prazeres, risadas, amigos e uma união como, enfim, não havia há muito tempo... Uma palavra criada, pizza no almoço, cansaço depois de tudo... Um sexto amigo? Acho que posso dizer assim, ao menos nesses afazeres de doze horas seguidas e abraços sinceros ao final... Agora, que a primeira parte já se acabou, posso me dizer preparado para dormir o sono dos justos...

FRANCISCO NOS ENSINOU

Mais a ele que a mim, mas Francisco nos ensinou o amor incondicional, a igualdade entre todas as formas de vida e mil coisas que não se escreve em lugar algum por ser claro só de olhar... E eu fico a olhar os três nós no cordão do amuleto Tao que querem lembrar o caminho a seguir... Separados por dedos, goles de Savassi e registros de sons, imagino que as roupas são sempre analisadas, de uma forma sutil, em meio à Arquitetos e Modernos numa casa que já foi minha (e de muitos outros) no passado... Os cabelos mudam de cor e de corte, conforme já dizia a alma artista de Francisco: “reconstrua a catedral”... Vem à mente o latim e tantas coisas que passam despercebidas numa simples visita de 15 minutos entre o prédio clássico dessa terra e o ponto de ônibus... Vejo, então, a areia escapar pelos dedos da mão e a vida caprichar comigo, como sempre faz. E, por isso, um dia pude acordar e (re)descobrir-me em velhas novas palavras, também ensinadas por Francisco: caridar, saudades, sededevida, grandeamigo...

DAS PALAVRAS OMITIDAS

Reconheço certas inutildades: tudo que eu iria escrever, meu olhar no escuro te disse... E o que todos tentam nomear, ainda não tem nome, não é? Mas com certeza essa é a palavra maior, pois cabe nos menores espaços dos meus poros, sem, mesmo assim, se fazer soar e entender... Palavras inúteis então? Sei lá... De todas elas, acho que só ficou um gosto na boca de uma palavra que nunca termina: saudades... Mas, às vezes, cansado, só preciso de um pouco de sono... Amanhã é outro dia...

segunda-feira, agosto 06, 2007

REAL SUBVERSÃO


Nada incomoda tanto o inimigo, nada perturba mais o invejoso, nada tira tanto do sério aquele que tem o mal em seu coração, nada tira o sono de quem não sabe ver a felicidade dos outros, nada é tão dolorido de ver que a alegria alheia...


Aqueles que desejaram a alegria, sempre foram culpados...
Meus caros, a alegria sempre foi a real subversão...

AMOR, SEGUNDO UM DICIONÁRIO

O peso é sempre leve,
a estrada sempre te deixa além,
os dias te conduzem ao futuro,
e a gravidade sempre te liberta.

As cores sempre se mostram,
o muro nunca é barreira,
o doce é sempre mais saboroso,
e o vento sopra a favor.

A prisão é sempre voluntária,
a dor é sempre uma amiga bem-vinda,
o fogo vem adoravelmente te carbonizar
e quem é que liga pra isso?

Os dias passam mais rápido,
o tempo é sempre desperdiçado,
a vida escapa veloz pelos dedos,
e eu nunca fui tão feliz assim!

segunda-feira, julho 30, 2007

LÍNGUA E AQUARELA (OU CUMPRINDO UMA PROMESSA)

Este texto na verdade é para cumprir uma promessa que eu quase não cumpri, por lerdeza mesmo... Não gosto de escrever coisas assim, mas às vezes sai... É um lado pouco explorado que eu não considero bom, mas algumas pessoas nutrem curiosidade literária e até me pediram para conhecer... Minha salvação foi encontrar um rascunho que eu nem lembrava mais... Vamos lá:
Tudo começa com os olhos que serenamente me rasgam por dentro... Um sorriso se abre, nada se diz... Daí, um leve toque de dedos sobre a face alva, afável, para sentir como você me sente e tentar entender a delicadeza do desenho de seu rosto. Pra chamar, em silêncio, a primavera para teus lábios e me fazer brotar em suor de orvalho em cada pétala. Devagar, imaginar como é sentes o calor do vapor do meu ar. Ar que respiro só pra dizer aos sussurros colado ao teu ouvido frases que transbordam em mim e já não cabem mais nas paredes desse nosso camaleão. Sentir aproximar de mim teu ventre e tuas mão a percorrer meu peito e braços, numa dança que começa como carrossel e termina como furacão... Sufocar e recuperar o fôlego, perdido só pelo giro da cabeça que quer que o resto do mundo desapareça, que o quarto ao lado não exista e que não seja preciso ficar cheia de dedos... E fazer das pernas todas uma só... Se assustar com o mundo, voltar ao mundo e segurar os teus dedos, como quem procura decorar como é o tato. E ficar sem saber até onde se pode ir... E imaginar que tua pele é quase minha tatuagem. Que essa pele é a tela que eu queria colorir, bêbado de aquarela, numa febre sem fim... Pintar, com a língua, um desenho que só eu pudesse ver, que fosse maior que o infinito e que coubesse em tua nuca... Deixar, entre os dentes, o resumo de todos os beijos e línguas e pele que são segredos nossos... Num vôo noturno, encontrar um lugar que sempre será nosso e que iremos revisitar sempre, ou um cantinho que eu deixarei pra você se deitar ao lado (ou será que é você que me deixa ficar com o resto do espaço?)... E adormecer, louco e sensato, esperando uma nova manhã e uma noite mais além...

SOBRE ALGO QUE EU AMO

Amor nem sempre a gente revela, afinal é meio exagero anunciar aos quatro cantos sobre o coração, mas esconder também não é o caso... E pois é, não há muito como negar isso afinal... Minha família tem importância ímpar no meu coração!
E eu sempre digo que tenho uma família do modelo do século XIX. E é quase isso... É claro que não é exatamente assim, literalmente, mas é muito próximo disto em questão de certas tradições, estrutura, etc... E falo sem nenhum pudor, nem pré-conceitos...
Quando falo sobre esse assunto de família, vem um certo orgulho de ser feliz com a família que tenho: que não é perfeita, como toda família, mas é perfeita pra mim...
E às vezes não me entendem quando digo a primeira frase do segundo parágrafo deste post, mas é só um referencial perante a "modernidade" do mundo... Aliás, quem disse que ser do passado é ruim? Não dizem os saudosistas que o passado é que era bom? Mas também tem os esperançosos que dizem que o futuro é que será melhor! E não dizem os pragmáticos que o hoje é que é melhor tempo, pois é nele que se pode agir? Afinal, quem tem razão?
Pois eu digo que o tempo pouco importa: tudo é bom e é ruim, depende como a gente olha... E tenho certeza de que, quando o assunto é família, vou agir no presente, vivendo de bem com meus companheiros de jornada, feliz com um belo passado que tem muitos bons momentos e tanta coisa ensinada/aprendida e esperançoso com o futuro, que pode até nos surpreender, mas não deixa de fazer a gente sonhar....
Amo esse meu pessoal!

PS: A foto é da família imperial e quero deixar a barba quase igual à doi Dom Pedro... rsrsrs...

quinta-feira, julho 19, 2007

NO RINGUE CONTRA O FURACÃO

Às vezes tenho certeza de que a vida gosta de brincar um pouco... Ou testar o nosso bom humor e ver se a gente gosta mesmo de fazer um dos meus esportes favoritos: autodepreciação...
Háháháháhá! Vamos rir da gente mesmo? Das loucuras, das certezas pretenciosas, da nossa crença de que somos super heróis imortais e intocáveis pela decepção, sobre nossa insistência em pensar que a gente é eterna vítima da situação, da nossa convicção de que temos controle sobre tudo, do engano em acreditar que a gente pode mudar os outros e até mesmo nós mesmos da noite pro dia... Vamos rir da nossa pequenice perante a vida, gargalhar dos nossos complexos de inferioridade...
Por que não rir das nossas fraquezas? Por que não rir do que nos faz chorar? Por que não rir das ironias do destino?
Em tempos atuais, isso pode soar filosofia EMO, mas chorar é bom, eu sei. E também sei que rir também. Pra cada doença, pra cada caso, um remédio.
Hoje, eu quero apenas levantar, ir para o ringue e travar minha luta contra o furacão. Que eu não vou me dar por vencido. Eu assumo a direção da minha vida!

segunda-feira, julho 16, 2007

UM IRMÃO AO TELEFONE

Nuvem leve quase que semi azul de cicatriz
de uma pequena conversa longa
que era início de tempestade e virou prova de amizade,
conforme o vento ia soprando e a distancia entre os trens
e o chinelo preto nos aproximava...
Entender o outro coração grandioso
num rumar no mar sem fim:
explico as músicas e falo de mim
e de nós também, até chegar ao mundo...
Pra depois voltar ao que realmente importa
e ter calma e paz de novo dentro de um coração!
Muito obrigado por me fazer melhor!

sábado, julho 07, 2007

MOTIM DAS PALAVRAS

As palavras não definem.
As palavras querem dizer, mas não digo.
As palvras não serão fiéis.
As palavras se soltam sem querer nos atos.
As palavras põem medo em quem não quer escutá-las.
As palavras são proibidas.
Ah, as palavras...